Internacional

GOLPE NA BOLÍVIA

A imperialista União Europeia chancela o golpe na Bolívia

A UE reconhece a autoproclamada presidente da Bolívia Jeanine Àñez e a Eurocamara se recusa a qualificar como um "golpe de estado" a intentada cívico, policial e militar, apoiado pelas diferentes igrejas, que está ocorrendo nos últimos dias.

sexta-feira 15 de novembro| Edição do dia

Grupos conservadores, liberais e verdes votaram contra essa classificação, e a maioria do PSOE espanhol se absteve, evitando assim qualquer pronunciamento de rejeição.

É uma clara interferência imperialista apoiar as tentativas da direita e da ultradireita boliviano de impor um novo governo reacionário que redefina o regime político, liquidando pela força as conquistas alcançadas pela luta dos setores populares e que torne ainda melhor as condições de negócios das empresas multinacionais americanas e europeias.

"A União Europeia apoia uma solução institucional que permite que um governo interino se prepare para novas eleições e evite um vácuo de poder que possa ter consequências para todo o país", assim proclamou no plenário do Parlamento europeu a Alta Representante de Política Exterior de la União Europeia, Federica Mogherini.

A UE se une às tentativas de cobrir com uma saída eleitoral o que é um golpe de estado clássico executado pela polícia amotinada, rebelião das Forças Armadas e grupos de choque da extrema direita, que mataram, prenderam e agrediram ilegalmente instalações e casas de dirigentes locais, de movimentos sociais, camponeses e cargos ligadas ao governo do MAS.

Ontem, os próprios deputados do MAS endossaram essa reconstrução institucional do golpe e o próprio Evo Morales do México, mostrando-se a favor de novas eleições controladas pelo direita em que ele não concorreria. Uma traição aberta as milhares de pessoas que resistem ao golpe com mobilizações e confrontos com forças policiais e militares em El Alto, La Paz e outros departamentos do país.

Dos grupos europeus da Fração Trotskista - Quarta Internacional, o Courant Communiste Révolutionnaire (CCR) da NPA da França, a Revolutionäre Internationalistische Organization (RIO) da Alemanha, a Frazione Internazionalista Rivoluzionaria (FIR) da Itália e a orriente Revolucionaria de Trabajadoras y Trabajadores (CRT) do Estado espanhol, repudiamos o endosso da UE a este golpe de estado, mostramos todo o nosso apoio e solidariedade com a resistência a que está levando milhares nas ruas e convocamos todas as forças da esquerda, da classe trabalhadora e dos movimentos sociais para rejeitar essa nova ingerência imperialista.




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