Política

FARSA DA LAVA-JATO

A farsa da Lava-Jato: listados por Fachin articulam com judiciário a impunidade ao caixa 2

A lista de Fachin abriu grandes reflexões sobre as limitações que poderia impor ao governo Temer e seus objetivos de arrancar os direitos dos trabalhadores e da juventude com as reformas, mas os parlamentares acusados de caixa 2 já especulam como vão se livrar das acusações com a impunidade garantida pelo judiciário, evidenciando ainda mais que a lava-jato jamais vai punir os corruptos.

sexta-feira 14 de abril de 2017| Edição do dia

Entre os acusados que aparecem na lista de Fachin estão 9 ministros de Temer, 24 senadores, 42 deputados, 3 governadores e um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), destes, 30 estão sendo acusados de caixa 2 e já estudam como vão se livrar das acusações com aval do judiciário.

A possibilidade de suspensão condicional do processo de caixa 2 é dada pela própria legislação se a denúncia for feita pela Procuradoria Geral da República, pois tem pena menor que um ano de prisão. Essa é a aposta destes 30 parlamentares acusados de esquemas de caixa 2 pela lista de Fachin, e que é bastante concreta, visto que foi essa a saída usada por Silvio Pereira, secretário-geral do PT em 2012.

Essa aposta também parece a mais provável para esses parlamentares, pois a aprovação da PL que prevê a impunidade nos casos de crimes de caixa 2 é muito cara aos golpistas que querem usar todas as suas forças para aprovar as reformas. E apesar das disputas entre judiciário e o congresso, está cada vez mais claro que há uma unidade em aprovar as reformas, sobretudo a da Previdência e Trabalhista, prova de fogo para qualquer governo.

É o que diz Jucá, segundo o Globo: “Temos que ter dois movimentos: apressar as votações das reformas da Previdência, Trabalhista e fazer uma reforma política mais contundente, com um fundo constitucional para financiar as campanhas.”

Muitas possibilidade se abrem com a lava-jato e o judiciário mostrando sua força com a lista de Fachin, mas nenhuma irá punir de fato os corruptos ou está contra as reformas, pelo contrário, é um aviso para os parlamentares da urgência em aprová-las, não à toa na lista estão os principais relatores dos projetos que atacam nossos direitos, como Arthur Maia que é relator da odiosa reforma da previdência.

Como dizemos aqui várias vezes, não podemos ter nenhuma ilusão que a Lava-Jato possa realmente punir os corruptos, nenhuma resolução da corrupção pode vir das mãos do judiciário que só quer garantir seus próprios privilégios, inclusive ganhando milhões com suas próprias investigações seletivas. E nossa mobilização contra as reformas, deve ser independente do que significa a lava-jato e o judiciário.

Toda essa movimentação na conjuntura também pode abrir margem para uma relativa instabilidade do governo Temer, e é aí que devemos colocar nossas forças na rua, com protagonismo da poderosa classe trabalhadora brasileira e com seus métodos democráticos de organização, podemos mostrar nesse 28 de Abril, que não vamos pagar a conta da crise criada pelos capitalistas e que podemos derrotar o futuro de miséria que os golpistas querem nos impor.




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