Teoria

TEORIA

A dialética da razão burguesa

quarta-feira 14 de dezembro de 2016| Edição do dia

Vivemos tempos cada vez mais conflituosos!!! A escalada dos conflitos, as rusgas entre as grandes potências, a crise dos refugiados, o ascenso da ultra direita europeia, a eleição de Trump, o Brexit, a nível internacional; o fortalecimento superestrutural de uma direita cada vez mais idiotizada em nosso país, todos esses fatores e muitos outros ainda colocam cada vez mais a questão sobre os rumos a que caminha a humanidade nesse começo de novo século. Entra cada vez mais em crise a ilusão iluminista de um progresso linear a uma humanidade cada vez mais integrada pela globalização e a "paz perpétua", ilusão que teve seu último respiro durante a "pax americana’’ que se seguiu a queda do muro de Berlim.

A visão de uma evolução gradual sob a hegemonia liberal e o desenvolvimento sem conflitos da "democracia" não se sustenta mais nem nas penas e discursos dos mais descarados apologetas da sociedade capitalista. A crise estrutural da sociedade burguesa que tem seu inicio no final da década passada é o fenômeno que rasga de uma vez por todas o véu das ilusões na possibilidade de desenvolvimento sem conflitos da sociedade do capital e mostra mais uma vez que o aparentemente sólido era uma quimera que novamente se desmancha no ar.

A irracionalidade cada vez mais evidente numa sociedade mais e mais baseada no desenvolvimento técnico, científico, o perdurar de preconceitos e crenças seculares em meio as descobertas científicas mais impressionantes mostra como a sociedade burguesa só pode se desenvolver aprofundando as contradições mais gritantes; que os preconceitos raciais, contra as mulheres, contra a liberdade sexual, possam existir, com fundamento em crenças religiosas arcaicas, em meio as possibilidades já colocadas pelo desenvolvimento científico (genoma, cibernética, internet, só para citar alguns dos desenvolvimentos técnicos mais evidentes e impressionantes) coloca a questão de como o avanço científico só pode existir na sociedade do capital submetendo milhares, milhões, de seres humanos a alienação e estranhamento das crendices religiosas e dos preconceitos mais atrasados e retrógrados.

Essa irracionalidade cada vez mais evidente da sociedade oficial burguesa, de sua superestrutura política, artística, intelectual, devem nos levar a questionar o porque o modo de produção que mais fomentou o desenvolvimento científico até aqui é o mesmo que tem que reproduzir essas formas de preconceito e crendices religiosas arcaicas que levam milhares e milhões de pessoas a uma vida de alienação que as fecha as evidencias mais gritantes de que seus preconceitos e crendices em nada mais correspondem a realidade. Como é possível que no século XXI, com todo o desenvolvimento científico acumulado, pessoas ainda segreguem outras pela cor de sua pele, defendam a inferioridade das mulheres ou a restrição a escolha da sexualidade com base em argumentos sem o menor fundamento, que qualquer pessoa com uma educação científica mínima poderia refutar facilmente?

Esse artigo em nada reivindica uma visão de que o desenvolvimento dessas contradições da sociedade burguesa são um destino inexorável, e que nos restaria apenas nos adaptarmos a essa realidade de forma passiva. Nenhum AMOR FATI nos representa, fazemos efetivamente história!!! Junto as contradições da sociedade oficial burguesa se desenvolve também sua negação e superação, e com ela as mulheres e homens capazes de empunhar as armas, reais e críticas, que enterrarão essa sociedade. O proletariado moderno, com as armas da crítica penetrando profundamente em seu interior, se torna capaz de empunhar e levar a frente a luta capaz de transformar essa realidade; para isso, contudo, é necessário compreender e superar as ilusões construídas no seio da sociedade burguesa, por seus ideólogos e defensores. A perspectiva de uma resposta proletária as contradições da burguesa não é a reivindicação de uma esperança abstrata na classe que é a herdeira do que melhor produziu essa sociedade, mas reivindicação de suas lutas reais e de sua resistência, como as que tem se desenvolvido desde o começo da crise capitalista (dos levantes na primavera árabe a sua última grande entrada em cena com as fortes mobilizações operárias na França).

Buscando refletir essas contradições do desenvolvimento da razão na sociedade burguesa Adorno e Horkheimer, dois dos principais integrantes do movimento que se convencionou chamar de teoria crítica ou Escola de Frankfurt, publicaram em 1948 a obra que talvez seja a principal referência dessa corrente de pensamento ’A Dialética do Esclarecimento’ (o termo alemão Aufklarung no título original se presta a diversas traduções, esclarecimento, iluminismo, razão, por exemplo). Em sua obra tentam compreender como foi possível a barbárie nazista naquela que era a nação mais desenvolvida da Europa, a nação que era vista como a vanguarda do desenvolvimento intelectual europeu, país de poetas e escritores como Goethe e Schiller, filósofos como Hegel ou Kant. Como foi possível que ali se construísse Auschwitz?

A obra de Adorno e Horkheimer é instigante, perturbadora, atual em vários de seus elementos; contudo, peca por uma visão idealista, na opinião do autor dessas linhas, sobre os motivos que fazem com que a ideologia da sociedade burguesa se desenvolva dessa forma contraditória. É como contribuição inicial para uma apreensão crítica da contribuição dos frankfurtianos para pensarmos a sociedade atual, dentro do ponto de vista proletário, que é escrito esse artigo.

DIALÉTICA DA RAZÃO E DIALÉTICA DA LUTA DE CLASSES

O elemento fundamental que leva Adorno e Horkheimer a uma visão parcial e unilateral sobre o desenvolvimento contraditório da ideologia do progresso na sociedade burguesa é, na opinião do autor dessas linhas, o isolar o desenvolvimento próprio da ideologia, da "razão", da dialéticas e das contradições reais da luta de classes.

A burguesia, em sua ascensão, na luta contra o antigo regime e os limites impostos a seu desenvolvimento econômico, social, ideológico, se baseou em grande parte em sua posição de classe capaz de levar a sociedade de conjunto a um maior desenvolvimento, rompendo com as antigas amarras e freios e apontando novas possibilidades para o conjunto da sociedade.

Como classe que só pode se desenvolver revolucionando a cada momento as antigas formas da produção social a burguesia fomentou em seu momento de ascensão o desenvolvimento científico em escala jamais vista anteriormente; a transformação da ciência em base fundamental para o progresso tecnológico (que apesar de existir em sociedades anteriores a capitalista tem um salto qualitativo no modo de produção
burgues) permitiu um desenvolvimento das forças produtivas sem paralelo na história do gênero humano.

A luta contra os resquícios do ancien regime que continuavam a existir na sociedade europeia, cujo principal sustentáculo ideológico era a religião, fez com que a burguesia, em sua luta ideológica contra as forças do antigo sistema tivesse que se apoiar cada vez mais e com mais força na ideologia do progresso, das luzes, da ciência e da técnica, contra as trevas e o atraso que representavam as forças que eram expressão dos resquícios últimos do feudalismo, que buscavam se sustentar contra essa ascensão que parecia como inexorável.

O surgimento, no entanto, de uma nova classe social oprimida e explorada, não fruto das antigas relações, mas filha legítima das formas de interação social mais modernas e que questionava objetiva e subjetivamente a pretensa racionalidade e progresso do desenvolvimento da sociedade burguesa, entra em choque direto com essa ideologia do progresso em que se baseou a burguesia desde um primeiro momento para legitimar sua ascensão e sua busca de representar todos os setores da sociedade. Desde praticamente o início e infância da sociedade burguesa, tanto por meio de ações práticas (como os ludistas) quanto de seus reflexos e projeções teóricos ainda parciais (o socialismo utópico) o proletariado moderno criticou, pratica e ideologicamente, a pretensa racionalidade da sociedade do capital.

A burguesia e seus ideólogos, não podendo sustentar a ideologia da racionalidade de sua sociedade, frente as evidências gritantes em contrário, mas tendo que sustentar o papel central da ciência como parte essencial do desenvolvimento tecnológico e das forças produtivas, promovem de forma cada vez mais marcada uma verdadeira cisão ide lógica entre uma racionalidade técnica e “instrumental” (para utilizarmos conceito do próprio Horkeimer) e uma cada vez maior ideologia irracionalista sobre as relações sociais. As múltiplas formas de positivismo científico que se desenvolvem nas assim chamadas ciências da natureza, para dar fundamento filosófico para o desenvolvimento técnico e científico, junto as cada vez mais desenvolvidas teorias irracionalistas do desenvolvimento social (as múltiplas formas de relativismo que defendem a impossibilidade de um conhecimento real, objetivo, mesmo aproximativo, da sociedade) partem dessa “divisão de tarefas” ideológica, que possibilita ao mesmo tempo uma visão “cientificista” da natureza, que permita a utilização prática e técnica dos desenvolvimentos científicos nesse campo, essencial para o desenvolvimento do capital, quanto um isolamento desses conhecimentos em relação a sociedade, vista como espaço do desenvolvimento puramente irracional.

O que queremos dizer com esse brevíssimo e certamente sumário e limitado “inventário’ do desenvolvimento ideológico da sociedade capitalista é que as contradições de seu “progresso” não são fruto de contradições inerentes e próprias a uma abstrata razão universal, não são uma realidade fática e inexorável, uma força portanto irresistível, mas são contradições próprias ao desenvolvimento ideológico da sociedade burguesa e do papel que cumpre a ideologia nessa sociedade, que é ao mesmo tempo a necessidade de um desenvolvimento científico cada vez mais profundo mas que tem que necessariamente manter a maior parte da humanidade na ignorância e alienação, sob pena de que as massas humanas proletarizadas, se conscientes e absorvendo um conhecimento cada vez mais aprofundado sobre a realidade em que vivem não mais aceitassem sua condição de subalternidade.

Com isso não queremos também dizer que o desenvolvimento ideológico não tem uma autonomia relativa, que existem certas contradições do desenvolvimento ideológico que devem ser refletidas nessa sua relativa independência. Deve-se discutir certamente o quão parcial é um conhecimento científico fragmentado e compartimentalizado, como é tão próprio hoje ao conhecimento científico moderno, uma concepção de ciência que separa de forma marcada e com uma cisão as “ciências da natureza”, pretensamente exatas, e as ciências humanas, não compreendendo que toda ciência é humana, parcial, relativa, aproximativa, histórica, mas que isso em nada paga sua objetividade.

Mas entender que essa relativa autonomia do desenvolvimento ideológico é isso, relativa, e em última instância está submetida as lutas e interações reais da sociedade. E que numa sociedade dividida em classes a ideologia, seja ela científica, artística, etc, esta atravessada pelas divisões e contradições que marcam a sociedade de conjunto.

REIFICAÇÃO,RACIONALIDADE TÉCNICA E IRRACIONALIDADE SOCIAL

Mas como é possível que um desenvolvimento cada vez maior da razão, seus potenciais efeitos para o surgimento de uma sociedade cada vez mais humanizada e progressiva, sua potencialidade de tirar milhões da miséria e ignorância, suas possibilidades eminentemente socializadoras, portanto, se expressem em efeitos antissociais profundos, nas guerras cada vez mais bárbaras e assassinas, em meios e técnicas de controle social cada vez mais efetivos e alienantes?

Isso não se dá, também, por uma mera instrumentalização da técnica, que perde qualquer relação com a finalidade, como pensam, aparentemente, Adorno e Horkheimer, mas sim porque as finalidades colocadas para os instrumentos técnicos se tornam cada vez mais irracionais. Não é a dialética própria da razão que apaga os fins e pensa somente nos meios, se instrumentaliza e tecniciza, simplesmente, mas a irracionalidade da razão burguesa, que passa a usar os meios técnicos cada vez mais avançados e racionais para realizar finalidades cada vez mais irracionais e bárbaras.

A reificação da razão burguesa, ou seja, sua naturalização das relações sociais capitalistas, como se essas fosses as únicas possíveis e legítimas, sua incapacidade de pensar a possibilidade (e cada vez mais necessidade) de formas novas de interação social, fazem com que aqueles que estão imersos nessa reificação pensem e utilizem todos os meios disponíveis com um único fim: manter e dilatar as possibilidades de reprodução ampliada do capital, finalidade social cada vez mais irrealizável e contraditória.

A irracionalidade da finalidade que se propõe aqueles que partem do ponto de vista do desenvolvimento do capital não é um problema abstratamente racional ou moral (apesar de evidentemente ter expressões morais e racionais) mas um problema real e concreto. Os problemas para a produção e realização da mais-valia, móbil da sociedade burguesa, seja pela queda tendencial da taxa de lucro seja pelos limites à exploração da classe operária, se colocam de forma cada vez mais concreta e objetiva para os detentores e representantes da sociedade do capital.

As saídas dentro do ponto de vista capitalista mostram cada vez mais sua cara bárbara e irracional. Uma exploração mais intensa e profunda do proletariado, como forma de aumentar a taxa de mais-valia e por essa via recompor a taxa de lucro, fazendo com que milhões de pessoas participem menos dos grandes progressos técnicos e ideológicos, as possibilidades de guerras como forma de destruir os capitais sobrantes e dessa forma permitir uma “limpeza dos capitais” que diminuiria sua composição orgânica e novamente seria forma de recompor a taxa de lucro, entram em choque com as possibilidades de desenvolvimento técnico e suas potencialidades de destruição massiva.

As guerras e formas de mobilização de massas para fins retrógrados, que sempre foram parte das técnicas sociais das classes dominantes para desviar o descontentamento de massas frente as formas de exploração, não mais podem ser utilizadas como antes, pois o desenvolvimento tecnológico e científico, com seu potencial de controle sobre a natureza, quando utilizadas para fins destrutivos ganha proporções capazes de causar destruição num patamar não conhecido por outras sociedades.

A dialética da razão burguesa, assim, faz com que as tecnologias desenvolvidas no seio dessa sociedade, se utilizados para a manutenção cega dessa formação social, levem a potencialidades destrutivas até aqui inimagináveis.

A irracionalidade da relação capitalista (não abstratamente humana) com a natureza mostra também a contradição do desenvolvimento da razão burguesa. Para superar a queda tendencial da taxa de lucro devem os capitalistas buscar matérias-primas cada vez mais abundantes e baratas. Contudo, as capacidades limitadas de reprodução da natureza, frente a insaciável busca de lucros desenfreados pelo capital, entram numa contradição cada vez mais evidente, que leva a uma interação cada vez mais destrutiva da sociedade humana (que assume hoje forma capitalista) e seu ambiente natural.

As contradições do desenvolvimento da razão são expressão da reificação e fetichização das relações capitalistas na mente daqueles que ocupam o papel dominante na sociedade burguesa; os capitalistas, como sujeitos sociais que dotam o capital de vontade e inteligência, que pensam sua individualidade e sua relação com a sociedade e a natureza sempre a partir do ponto de vista do capital, utilizam os meios técnicos, as forças produtivas, os aparatos e aparelhos ideológicos cada vez mais desenvolvidos sempre com a única finalidade da manutenção das relações burguesas de produção, não importando o quão irracionais e contraditórias essas cada vez mais se mostrem. Do ponto de vista do burgues a única possibilidade de socialização e civilização é aquela construída a sua imagem e semelhança, portanto todos os meios possíveis para sua manutenção, não importando o quão bárbaro sejam, são legítimos.

A industria da cultura, com toda sua potencialidade para a democratização da produção cultural, posto a possibilidade da reprodução da ideologia de forma massiva, superando sua apropriação por pequenos grupos, quando tornada propriedade privada e monopolizada pela burguesia se torna um novo e poderosíssimo meio de alienação de massas, concentrando ainda mais em poucas mãos os meios de emissão e difusão de ideologia e cultura. Nas mãos dos capitalistas, esses meios de difusão de massa de ideologia, que nas mãos do produtores associados seriam uma forma de democratizar os maiores avanços ideológicos, científicos, artísticos, culturais, forma de luta contra os preconceitos e superstições, se tornam meios massivos de veiculação dos preconceitos mais atrasados e retrógrados, das crenças mais reacionárias e conservadoras.

O capital, que durante todo um período foi a forma, alienada e reificada, de desenvolvimento das forças produtivas humanas entra cada vez mais em contradição com a sociedade do qual ele é essa expressão contraditória. De força progressiva e produtiva se torna de forma cada vez mais evidente e cabal força destrutiva e eminentemente reacionária. As necessidades do capital mais e mais entram em contradição objetiva e absoluta com as necessidades humanas. A dialética da razão burguesa é expressão dessa contradição fundamental.

A dialética da razão e suas contradições, na sociedade moderna, portanto, é expressão da cisão da racionalidade, refletindo e projetando a divisão material e objetiva da própria sociedade de classes; a razão burguesa, expressão ideológica das necessidades e da subjetividade capitalistas persegue o fim cada vez mais irrealizável da manutenção a qualquer custo da sociedade do capital; utiliza todos os meios técnicos, todas as forças produtivas, todo desenvolvimento ideológico com um único fim: manter e ampliar a extração e exploração da mais-valia sobre a classe operária e a exploração desenfreada da natureza; se para isso tem que desenvolver e promover os sentimentos mais antissociais e retrógrados, o machismo, o racismo, a homofobia (como forma de dividir a classe operária e setores oprimidos em geral) destruir a natureza, provocar guerras que só podem ter um caráter cada vez mais destrutivo isso não é irrazão, dentro do ponto de vista do capital, está dentro da sua racionalidade, pois a única finalidade que se coloca a subjetividade imersa na reificação burguesa é a da manutenção a qualquer custo dessas relações.

A alternativa, não meramente racional (como numa reivindicação de uma abstrata racionalidade universal) mas objetiva e concreta, que a partir daí se expressa também numa determinada forma de racionalidade e subjetividade, é a alternativa proletária, pois essa coloca como finalidade de sua ação social, e dessa forma dá base à sua racionalidade, não a reprodução ampliada do capital e a taxa de lucro e sua realização, mas o bem estar e desenvolvimento das relações dos produtores associados de forma democrática consigo mesmo e com seu ambiente natural.

POTENCIALIDADES SOCIALMENTE DESENVOLVIDAS E RACIONALIDADE SOCIAL

A racionalidade da resposta proletária às contradições do desenvolvimento das orças produtivos no seio da sociedade capitalista se mostra por ser essa a resposta que busca se apropriar desses desenvolvimentos tecnológicos, científicos, ideológicos e não colocar eles a serviço de fins estranhos, mas a serviço das necessidades dos
seres humanos associados de forma livre.

É a partir do ponto de vista de nossa classe, que busca a afirmação das potencialidades desenvolvidas mas ao mesmo tempo negadas pela sociedade capitalista, a realização pela primeira vez na história de uma verdadeira comunidade humana sem barreiras e fronteiras artificiais, onde as diferenças sejam forma de enriquecimento do todo e não elementos para a criação de conflitos, que as possibilidades contidas nas forças produtivas construídas pelo ser humano de forma
coletiva e histórica podem demonstrar e liberar toda sua potencialidade.

A resposta proletária para as contradições do desenvolvimento da razão burguesa, resposta que é apenas o germe da formação de uma sociedade efetivamente humana, que supere e esteja para além das classes, se apropria de todas as potencialidades desenvolvidas até aqui para de forma democrática buscar construir uma sociedade em que a fraternidade humana sejam a finalidade, e não qualquer egoístico e mesquinho outro fim.

Não há uma abstrata racionalidade universal, da qual possamos fazer uma abstrata crítica, a racionalidade esta sempre em situação, sempre a partir de uma perspectiva, está sempre determinada por condições objetivas não escolhidas de antemão. Contudo, a subjetividade não é algo passivo, mero epifenômeno, mas elemento ativo da realização da história humana. A racionalidade e subjetividade se constroem sempre a partir das escolhas concretas dos sujeitos historicamente determinados, a história, nesse momento de crise estrutural da sociedade capitalista, novamente nos coloca a disjuntiva entre a barbárie capitalista, que cada vez mais se mostra objetiva e uma alternativa emancipadora. Cabe a cada sujeito concreto a escolha da alternativa!!!




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