Internacional

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO ARGENTINA

9h30 dá início ao debate sobre direito ao aborto no Senado argentino. Veja os votos

Nesse dia 8 de agosto será votado no Senado argentino lei que permite a interrupção voluntária da gravidez. O horário do início da discussão foi adiantado para às 9h30.

quarta-feira 8 de agosto| Edição do dia

Desde a madrugada deste dia 8, milhares de mulheres estão formando uma vigília entorno do Congresso argentino em defesa da legalização do aborto, que será votada ao longo do dia. Prometem estremecer suas estruturas com a maré verde, que deverá ter força redobrada em uma votação ainda mais dura, mas que brinca com a fúria de milhões nas ruas cansadas com mortes de mulheres em abortos clandestinos.

O cenário da votação não é fácil. A rejeição ao projeto cresceu no Senado, com a Igreja apoiada economicamente pelo Estado reforçando sua pressão sobre o poder legislativo. Seus fiéis servidores no Senado, no entanto, já se articulam para garantir os votos pró-abortos clandestinos e contra a vida das mulheres.

A vice-presidente Gabriela Michetti e várias senadoras e senadores tanto do Cambiemos quanto do PJ se opuseram ao direito ao aborto e vão votar pela manutenção de abortos clandestinos. A previsão é de 37 votos contra, 31 a favor, 1 abstenção e 1 ausência, com votos inclusive de kirchneristas ao lado da Igreja. Quando pautado na Câmara de Deputados, em 13 de junho, o debate se estendeu até a madrugada.

O PTS na Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT, pela sigla argentina), estão participando e participando da jornada, bem como vieram apoiando e defendendo o movimento dentro e fora do Congresso com os parlamentares Myriam Bregman, Nathalia Seligra e Nicolás Del Caño.

Desde a sua conformação a FIT levanta a bandeira do aborto legal, assinaram a campanha nacional e se mantiveram firmes e sem divisões nesta defesa, levando a discussão nos locais de trabalho e estudo para que paralisassem nesse dia para batalhar por esse direito.




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