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41 policiais acusados de crimes são liberados pela justiça do RJ

terça-feira 19 de dezembro de 2017| Edição do dia

A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria Militar, órgão responsável por julgar crimes militares, disse que sua decisão atende ao desejo dos acusados de manterem contato com suas famílias. Resta saber quando um preso no Brasil poderá pedir para ficar em casa por causa da família.

Trata-se claramente de um privilégio policial. Os crimes pelos quais os policiais são acusados são nada menos que corrupção passiva, organização criminosa e associação para o tráfico de drogas. 32 desses policiais foram presos na Operação Calabar, em junho, quando no total, 96 policiais foram presos, todos do 7º BPM (São Gonçalo).

Outros 9 policiais eram do 16º BPM (Olaria) e são acusados de auxiliarem a maior facção criminosa do Rio de Janeiro a retomar o controle da comunidade da Cidade Alta, em Cordovil, na Zona Norte do Rio. Esses 9 policiais ficarão submetidos a algumas medidas cautelares, como o comparecimento mensal em juízo e proibição de frequentar a Cidade Alta. Mas não é só isso, eles poderão também trabalhar em funções administrativas no Batalhão da Olaria.

Esses policiais presos na Operação Calabar foram ouvidos nessa segunda-feira, durante audiência na Auditoria Militar. Ficarão em casa, em prisão domiciliar e deverão permanecer em casa em tempo integral, com saídas autorizadas ou determinadas pela justiça. Como se vê, um verdadeiro privilégio que nenhum outro preso comum possui. Nenhum outro preso comum pode trabalhar em funções administrativas em qualquer lugar que seja.

Tudo isso se justifica, segundo o advogado de um dos policiais, Rafael Faria, pois “A prisão dos policiais foi extremamente injusta, a única testemunha voltou atrás e reconheceu que o vídeo gravado não era verdadeiro. O Tribunal de Justiça cumpriu o seu papel”. Nesta terça, mais um grupo de PMs serão ouvidos. Será que também conseguirão a bagatela de cumprirem pena em casa?

É incrível que os crimes dos policiais sempre ficam impunes. Provas são ditas forjadas e assim o braço armado do estado segue sendo criado e se mantendo com toda sorte de tirania. Alguém duvida dos crimes desses policiais? Sem dúvida alguma, os moradores das favelas do Rio não pestanejam em saber que sim, os policiais são culpados, pois veem cotidianamente a ação deles.

Por juris populares que decidam qual a pena a ser paga por policiais que usam de sua função para alimentar atrocidades, como apoiar o tráfico e depois matar pessoas dizendo combater esse mesmo tráfico. A decisão sobre questões tão sérias não pode ficar na mão de uma casta de juízes que privilegiam e protegem aqueles que trabalham a seu favor. Por fim, pelo fim de todas as policiais, que servem apenas para serem criminosos com o aval do estado.




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