Juventude

3 DE JUNHO - 3J

3J, dia de luta pela educação com trancaços nas universidades e atos de rua

Além da USP e Unicamp que iniciaram a jornada de manifestações logo cedo, o 3 de Junho - 3J, dia de luta pela educação, contou com manifestações na USP Leste, na Unesp, além de manifestações no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

sexta-feira 3 de junho de 2016| Edição do dia

(última atualização 17h45)

Em resposta ao descontentamento com os ataques à educação e saúde pública, os estudantes das universidades estaduais (Unicamp, USP e UNESP) e secundaristas de São Paulo convocaram manifestações para o "Dia Nacional de luta pela Educação, contra os ataques dos governos e a repressão", nesta sexta-feira, 03 de junho, o 3J.

Durante o dia ocorreram intervenções em rodovias, atos de rua, dentre outras formas de manifestação, principalmente no estado de São Paulo, mas coordenados com outras ações pelo país, como se pode ver abaixo dos secundaristas das ocupações do Rio Grande do Sul e dos estudantes em luta do Rio de Janeiro.

USP

O Esquerda Diário entrevistou Jéssica Antunes, diretora do Centro Acadêmico de Letras da USP, que disse: "Essas manifestações coordenadas são um passo fundamental na unificação das lutas contra os ataques de Alckmin e todos os governos estaduais, que junto a Temer estão declarando guerra contra a educação e saúde pública, querendo descarregar a crise sob as costas dos trabalhadores e da juventude enquanto aumenta absurdamente os salários e privilégios dos políticos e juízes."

Centenas de trabalhadores e estudantes da USP fecharam o portão da universidade desde as 6:00 e a Rua Alvarenga em frente a universidade.

Às 9:30, os manifestantes fecharam importantes avenidas, como mostra esse vídeo:

Jéssica Antunes, do Centro Acadêmico de Letras da USP, fala direto da manifestação na capital de São Paulo no 3J

EACH-USP Leste

Julia, estudante de Gestão de Políticas Públicas na EACH disse, "Fomos cerca de 120 estudantes na EACH hoje, fizemos uma manifestação forte pelo campus e depois ocupamos a Rodovia Ayrton Senna que ficou fechada totalmente no sentido interior por vários minutos, trancamos a rodovia para defender saúde e educação públicas de qualidade. A saída para o aeroporto de Guarulhos permaneceu fechada durante toda a manifestação que durou mais de uma hora e a Tropa de Choque da Polícia Militar foi enviada para nos reprimir, inclusive usando spray de pimenta contra os manifestantes, mas nossa luta está forte e unificada, não vamos retroceder, nem deixar passar mais repressão!"

Unicamp

Mais de 150 estudantes e trabalhadores fecharam o portão da universidade e saíram em manifestação, fechando as ruas do Distrito de Barão Geraldo.

Tatiane Lima, do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp, fala diretamente do ato sobre as reivindicações do 3J.

Repercussão na grande imprensa

Caxias do Sul - Rio Grande do Sul

No centro da cidade, mais de 100 estudantes de várias escolas ocupadas, professores e apoiadores da luta em defesa da educação se manifestaram e marcharam pelas ruas da cidade. Foram rumo à Escola Henrique Emilio Meyer, que havia sido desocupada à força prestar solidariedade e a direção da escola fechou a escola e expulsou todos os alunos que estavam ali para impedir a unidade com o ato. Mas os estudantes da Henrique Emilio Meyer estão no ato, junto aos estudantes das escolas Cristóvão de Mendoza, Olga Maria Kayser e Aristides Germani.

UERJ - Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, estudantes em greve da UERJ se juntaram a secundaristas, e realizam um ato na porta da universidade. Nesta semana mais de 500 terceirizados foram demitidos sumariamente sem o pagamento de 7 meses de salários e outros direitos. A defesa dos terceirizados é uma das pautas mais importantes da greve e um dos eixos da manifestação.




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