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35 estudantes da UNESP Marília são sindicados

Reproduzimos nota escrita pelos estudantes sindicados da UNESP/Marilia sobre a perseguição que estão sofrendo na universidade.

quinta-feira 6 de julho| Edição do dia

No dia 05 de julho de 2017, quinta-feira, 21 estudantes foram convocados para uma reunião com a direção sem que soubessem o seu teor. No dia 6, dia da reunião, foram informados que a partir de um processo de apuração de fatos que culminou na abertura de um processo de sindicância foram identificados como participantes do trancaço de 04 de dezembro de 2015, por conta disso receberiam uma repreensão, medida punitiva prevista no regimento da Universidade, e seriam retirados do processo sindicante. Os outros 13 estudantes que completam os 34 implicados no processo são reincidentes, foram reprimidos por outros processos de luta, e seguiriam no processo de sindicância.

Durante a apuração de fatos e a sindicância que deram origem à repreensão, nenhum estudante foi ouvido. Nenhum estudante teve acesso ao teor desses processos. No entanto foram convocados a assinar um termo em que assumiam terem, entre outras coisas, agredido verbal e fisicamente funcionários da chefia da FFC.

Cabe ressaltar que o regime disciplinar da Unesp data de 1972, em plena vigência do AI-5, anos de chumbo da Ditadura Militar. Diante dessas condições, os estudantes solicitaram um prazo para que pudessem decidir se assinariam tal termo ou não. E isso se deve principalmente ao fato de sabermos que o ocorrido do dia 4 de dezembro de 2015 está muito mal contado! Agressões e ameaças sofridas por estudantes que partiram de funcionários da chefia, que inclusive se desculparam publicamente por suas ações no dia mencionado, sequer são mencionados, evidenciando o caráter político e persecutório ao Movimento Estudantil e suas táticas de luta.

Nesse sentido, convidamos todas e todos estudantes para a Assembleia Geral no dia 12 de julho de 2017, para que saibam o que realmente aconteceu e se mobilize contra a repressão aos estudantes sindicados!

LUTAR POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA E DE QUALIDADE NÃO É CRIME!




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