Sociedade

CAMPANHA

30 de junho: Somos milhões que precisam tomar a greve geral em nossas mãos

Cada dia aumenta a crise no país. Os de cima estão tão decididos a descarregar a crise nas nossas costas, que não somente deram um golpe institucional, mas disputam novamente entre eles quem é o mais forte para aplicar as reformas mais duras. Ficando ou caindo o Temer, só nos reservam ataques. Só pode haver uma solução a nosso favor pra essa crise se os milhões de trabalhadores, jovens, mulheres, negros e LGBT de todo o país que são contra Temer e as reformas tomam em suas mãos a greve geral do dia 30 e os rumos do país.

Diana Assunção

São Paulo | @dianaassuncaoED

terça-feira 13 de junho| Edição do dia

O Brasil se transformou em um dos países do mundo onde a crise econômica mais afeta a população. Os escândalos da JBS e Odebrecht mostraram que um punhado de capitalistas corruptos controlam os políticos do país e colocam o Estado a serviço dos seus interesses. O recente julgamento do TSE que poupou Temer desmascarou aos olhos de milhões que a justiça burguesa é uma via morta para os interesses dos trabalhadores. Ninguém mais acredita que dos partidos da ordem possa vir saídas progressistas para a crise do país. Os de cima brigam entre eles, mas nenhum defende os interesses dos trabalhadores. A disputa entre eles é por quem melhor pode nos atacar e como manter seus privilégios, tanto dos políticos, quanto do poder judiciário e dos capitalistas.

O PT ainda tenta se apresentar como vítima da ofensiva da direita, mas na verdade governou o país durante anos e se adaptou a todas as regras do jogo e só alimentou esse sistema corrompido e desfrutou dele. Não podemos ter nenhuma confiança em que Lula possa ser uma alternativa para sair da crise e nem que as direções das centrais sindicais conduzam a luta para a vitória.

Somente se tomamos nas nossas mãos a greve geral do dia 30 de junho e a classe trabalhadora, cada um de nós, assume os destinos do país com uma luta independente, é que podemos fazer com que sejam os capitalistas que paguem pela crise e acabar com esse sistema corrompido, mudando todas as regras do jogo. Só podemos confiar na força da nossa classe e dos milhões que são contra Temer, as reformas e toda essa casta de políticos corruptos a serviço dos capitalistas. Foi a nossa força e disposição de luta que se expressou em cada chamado, sempre tardio, que as centrais sindicais fizeram de jornadas nacionais de protesto. Não foi devido à vontade dos burocratas das centrais, nem de qualquer apoio do Lula, que fizemos pesar a nossa classe no dia 8/3, no 15/3 e principalmente na greve geral de 28 de abril. E se dependesse da base não teria ocorrido essa trégua de 2 meses que abriu espaço para muitos ataques. É por isso que lançamos uma grande campanha: tomar a greve geral em nossas mãos.

Por que tomar a greve geral em nossas mãos?

Porque as centrais sindicais demoraram para convocar e seguem sem organizar a greve para que seja muito mais forte do que a de 28 de abril. O PT, PCdoB e as centrais sindicais que controlam, assim como a Força Sindical golpista, vão trair a luta. Querem negociar uma reforma “light” ou meramente utilizar a força do movimento de massas para fortalecer seus interesses eleitorais, em primeiro lugar com Lula.

Porque se tomamos nas nossas mãos em cada local de trabalho, e a juventude em cada local de estudo, a construção de assembleias e comitês de base, obrigando a que as direções mobilizem efetivamente, organizando a cada companheiro e companheira pela base, mobilizamos a força que é capaz de derrubar Temer e as reformas e dar uma saída pra crise.

Porque a enorme crise no país abre espaço para novas ideias. Muitos estão buscando saídas radicais pra crise, e a esquerda revolucionária, como nós do MRT, queremos batalhar pela consciência de milhões, por uma saída pra crise que seja paga pelos capitalistas e todos os políticos que atuam a seu serviço.

Porque somente com a força da mobilização da base podemos derrubar o Temer e suas reformas. Porque com essa força podemos ir muito além do que uma mera eleição direta nos marcos das atuais regras do jogo, que teria como resultado a volta do Lula, mas avançar para que uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana, imposta pela força da nossa luta, para alterar as regras do jogo e não apenas os jogadores.

Com esta perspectiva o MRT e as agrupações que impulsiona como o grupo de mulheres Pão e Rosas, o Movimento Nossa Classe e a Juventude Faísca – Anticapitalista e Revolucionária, ao lado do Esquerda Diário estão lançando esta semana uma enorme campanha “30 de junho: tomar a greve geral em nossas mãos”. Trata-se de uma campanha militante, onde chamamos cada companheira e companheiro a ser parte, a construir conosco uma enorme agitação em vários estados e cidades do país levando esta ideia para milhares de trabalhadores e jovens.

Tomando as ruas, com panfletagens massivas, milhares de adesivos, vídeos e muitas atividades em várias regiões, queremos ser parte fundamental de batalhar pela auto-organização dos trabalhadores, quando vemos grande parte da esquerda se aliando ao PT na Frente Ampla pelas Diretas Já, e quando sabemos que as centrais sindicais estão trabalhando para uma greve menor que a do dia 28 de abril. Não podemos aceitar, é preciso alçar uma voz revolucionária neste processo de luta de massas. Venha construir conosco essa grande campanha batalhando por comitês e assembleias de base em seu local de trabalho e estudo. Vamos tomar dia 30 de junho em nossas mãos e fazer uma greve geral maior ainda pra derrubar Temer e as reformas, e impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para que os capitalistas paguem pela crise.




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