Juventude

26M: Na USP, estudantes “botam a mão na massa” por permanência estudantil, junto de trabalhadores

quinta-feira 26 de março de 2015| Edição do dia

Neste dia nacional de luta pela Educação, os estudantes da USP realizaram um ato com dezenas de estudantes, em frente ao Restaurante Central, conhecido como “Bandejão”.

Protestando contra os cortes do governo federal, da reitoria e do governo Alckmin, reivindicavam com faixas e cartazes, a contratação imediata de mais funcionários, pela reabertura das vagas nas creches, pela reabertura do restaurante da prefeitura - fechado recentemente - e por mais bolsas de estudo, assistência e moradia que garantam a permanência estudantil.

Com o fechamento do Restaurante da prefeitura, mais de mil estudantes e funcionários que o utilizavam passaram a ter como única opção o “bandejão” central. Sem contratações de funcionários ou construção de mais restaurantes, tal situação tem levado a filas de espera gigantescas e a uma condição absurda de sobrecarga de trabalho para os trabalhadores.

Os estudantes, reivindicando a solução deste problema que causa a piora das condições de vida dos trabalhadores e impõe um filtro social para a juventude que consegue entrar na Universidade –o da falta de políticas de permanência -, por volta do meio dia liberaram as catracas e, numa demonstração de solidariedade e unidade com os trabalhadores, começaram a servir as refeições aos demais estudantes e a limpar os materiais de trabalho.

Odete Cristina, militante da Juventude Às Ruas, relata que: “Por algumas horas os estudantes sentiram na pele toda a opressão e exploração que os trabalhadores sofrem todos os dias, devido as condições extremamente precárias a que estão submetidos e a falta de funcionários, já que a reitoria congelou novas contratações e ainda implementou o plano de demissão voluntária (PDV) que sobrecarrega os trabalhadores. Esse ato de hoje foi um pequeno passo dos estudantes de uma grande luta que está por vir. É necessário que todos os estudantes se coloquem em luta em defesa da educação. Uma grande mobilização construída nas bases dos cursos e em aliança com os trabalhadores, que possa barrar os cortes e a precarização da educação”.

O dia de mobilização segue e, lado a lado dos trabalhadores, os estudantes da USP seguem levantando as pautas de fim de cortes na USP, cortes que tem afetado em primeiro lugar as bolsas e programas de permanência estudantil e também aos trabalhadores terceirizados que sofrem com demissões arbitrárias nos serviços de limpeza e vigilância.




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