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25 ANOS DE CANDELÁRIA

25 anos de Candelária, policiais assassinos seguem livres e o Estado racista faz novas vítimas

3 policiais militares assassinaram 8 jovens de 10 a 19 anos na Candelária, centro do Rio de Janeiro, em 1993. Condenados a mais de 200 anos de prisão seguem livres após um dos mais brutais acontecimentos

segunda-feira 23 de julho| Edição do dia

50 jovens dormiam na igreja da Candelária no dia 23 de julho de 1993, quando 3 policiais militares abriram fogo contra eles. 6 menores de 18 anos e outros dois foram brutalmente assassinatos, em um atentado racista e higienista. Os sobreviventes seguiram sendo perseguidos.

Mas os policiais, por via de indultos judiciais, conseguiram a liberdade com menos de 20 anos de prisão, apesar das condenações. Nelson Oliveira dos Santos Cunha, 261 anos (1996), está solto. Marcos Aurélio de Alcântara, 204 anos (1998), está solto. Marcus Vinícius Emmanuel Borges, 300 anos (2003), está foragido pela Justiça.

Passados 25 anos, o assassinato da juventude negra é prática corrente das forças policiais e repressivas do Estado capitalista brasileiro, em especial no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, a intervenção federal no estado não nos permite esquecer essas mortes a cada nova jovem caído pelas balas do Exército e da polícia.

Marcos Vinicius foi morto na Maré por uma ação considerada “exitosa” pela Polícia Civil enquanto ia para a escola há pouco mais de um mês. Com a intervenção federal, a situação de violência piorou nos morros, segundo o relatório de organizações que investigam as operações nos morros.

Por fim, lembrar os 25 anos da Chacina na candelária, para não esquecer o caráter racista e assassino do Estado, nos obriga a seguir exigindo uma investigação independente do Estado e das forças policiais para o assassinato da vereadora do PSOL, Marielle Franco, até agora sem qualquer resposta. Não há perdão para uma instituição que mata negros, trabalhadores e crianças todos os dias.

Os discursos de humanizá-la, tal como o PSOL carioca segue apostando, é um delírio frente ao papel histórico que cumprem essas policias, que para além de serem desmilitarizadas, devem ser abolidas pela auto-organização dos trabalhadores e negros do Rio de Janeiro e de todo o país.




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