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FORA PM DA USP

2 anos de polícia na USP: repressão e nenhuma segurança

Depois de 2 anos da presença cotidiana da polícia militar no campus da USP Butantã, em São Paulo, o balanço é o que estudantes, funcionários e professores sabiam e denunciavam em 2015, uma série de casos de repressão dentro e nas comunidades no entorno da Universidade, além de nenhuma mudança nos dados referentes a segurança.

segunda-feira 11 de setembro| Edição do dia

O policiamento dentro da Cidade Universitária é inspirado num modelo japonês chamado Koban, e foi anunciado em setembro de 2015 pelo então secretário de segurança pública de São Paulo, Alexandre Moraes, que tinha como objetivo chegar às três universidades paulistas, USP, UNESP, UNICAMP.

Na USP já são dois anos desse modelo de policiamento, que de comunitário não tem nada, muito pelo contrário, os relatos são de insegurança, já que os casos de roubos e furtos seguem iguais aos que existiam antes do policiamento.

Além disso, há diversos casos de repressão que só escancaram o caráter racista dessa polícia, como os enquadros que dois trabalhadores negros, Zelito e Pablito, que também são diretores do SINTUSP, receberam neste ano, sendo Zelito levado preso pela PM, e solto logo depois que começou uma campanha na internet e que diretores do sindicato foram à delegacia.

Ainda no início desse ano, a polícia reprimiu um ato contra a chamada “PEC do fim da USP”, um projeto que previa a demissão de 5 mil trabalhadores, e teve como resultado diversos feridos e 4 estudantes detidos.

Esses exemplos só escancaram qual o objetivo da polícia dentro do campus na USP, e o balanço hoje só confirma o que estudantes, funcionários e professores já denunciam há anos: a polícia dentro e fora da USP serve para calar os que lutam de defesa da universidade pública, os que querem transformar a universidade e reprimir negros, lgbts e mulheres.




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