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A mamata veste farda | 10 escândalos das Forças Armadas com dinheiro público durante o governo Bolsonaro

Enquanto a maioria do povo brasileiro sofre com a inflação, o desemprego e a miséria, as Forças Armadas parecem competir pelo gasto mais descabido. Picanha, filé mignon, bonecos Rambo, bikes Triathlon, viagra e próteses penianas – a lista de lista de prioridades do generalato brasileiro custa caro e quem paga somos nós. Veja abaixo os 10 escândalos mais bizarros desde a posse de Jair Bolsonaro.

quinta-feira 14 de abril | Edição do dia

1 – Forças Armadas compraram 700 toneladas de picanha e 80 mil cervejas



Em fevereiro de 2021, saiu a denúncias do escândalo de compra de 714.700 kg de picanha e 80.016 unidades de cerveja por parte dos militares. O dado saiu em relatório apresentado à PGR e faz referência aos gastos do governo Bolsonaro em 2020. Enquanto a população morria de Covid, sofria com a enorme crise aprofundada pelo governo federal e também pelos governadores, os militares faziam churrasco regado a muita cerveja com dinheiro público.



2 – Forças Armadas licitaram R$ 66,5 milhões em filé mignon e salmão



Em 2020, as Forças Armadas abriram licitações para a compra de R$ 47,8 milhões de uma das carnes mais nobres, o filé mignon. Outros R$ 18,6 milhões estavam direcionados para a compra de 438,8 toneladas de salmão. As duas mil toneladas de filé mignon foram divididas entre os militares. O Exército licitou 823,9 toneladas, a Marinha com 247,8 e a Força Aérea 187,3 toneladas. O Ministério da Defesa pediu 2,7 toneladas e a Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel), estatal controlada pelos militares, 200 kg de filé. Paladinos da ética e da moralidade, o que esses senhores das armas gostam é de nadar no dinheiro público para comer bem. Nessa mesma época, já víamos a miséria crescer no país e pessoas pegando comida do caminhão de lixo.

3 – Ministério da Defesa diz que leite condensado, que custou R$ 15 milhões, tem “potencial energético” para os militares

No início de 2021, saiu o escândalo da lista de supermercados do governo Bolsonaro mostrando aumento de 20% nos gastos que incluíam chicletes tridents, alfafas caríssimas, leite condensado para a Ásia inteira e outras coisas do tipo. Quando questionados por que tanto doce, o ministro Fernando Azevedo e Silva teve a pachorra de afirmar que a guloseima tem “potencial energético” para os pracinhas. Haja meio fio para tanta energia!

- Leia também: 10 escândalos de corrupção da ditadura militar, abafados pelas Forças Armadas

4 – Exército gasta R$80 mil com bonecos tipo Rambo



Enquanto Bolsonaro aprovava a PEC Emergencial, congelando salário de professores e trabalhadores da saúde, o Exército gastava dinheiro público para comprar bonecos do Rambo. Sim, Rambo. Não tem tanto problema assim gostar de Sylvester Stallone, cada um tem a sua pira... O problema é usar dinheiro público pra isso. O brinquedinho fazia parte de um kit com brindes e bonecos a serem distribuídos para unidades das forças.

5 – Exército compra bicicletas para triathlon que chegam a R$ 26,3 mil a unidade

O governo Bolsonaro é campeão de superfaturamento em compras públicas, vide os tratores superfaturados ou os kits robótica de escolas inexistentes do orçamento secreto do Congresso. Se os militares aprenderam com Bolsonaro ou vice-versa, não sabemos. Mas é certo que uma bicicleta de R$ 26,3 mil, gasto com dinheiro público, é um abuso sem tamanho.

6 – Aeronáutica gasta R$ 26 mil em licor para Centro de Lançamento em Alcântara



O governo Brasileiro entregou a base de Alcântara para os norte-americanos, com a ajuda do PCdoB, em 2019. Foi um ataque contundente à soberania nacional. Os milicos ficaram eriçados com toda a negociata a ponto de gastar R$ 26 mil na compra de licores variados (sabores como jenipapo, bacuri, goiaba…). Foram 750 garrafas para regar as festinhas dos brigadeiros entreguistas.

Leia também: Impor a força dos trabalhadores contra a carta dos militares de comemoração à ditadura

7 – Forças Armadas reforma quartéis com verba de combate à incêndio na Amazônia

Reportagem da Revista Piauí, de 2020, mostrou como parte do orçamento destinado ao combate ao desmatamento na Amazônia foi utilizado, pelas Forças Armadas, para fazer reformas de quartéis. O 47º Batalhão de Infantaria, no MT, chegou a consumir mais de R$ 2 milhões com trocas de janelas e esquadrias, reforma de telhados, troca de revestimentos, pisos, pintura de paredes, etc. Toda essa brincadeira deve ter ocupado bastante o ocioso tempo dos pracinhas, mas deveria mesmo era ter sido empregada para combater a devastação ambiental. O 44º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Cuiabá, chegou a gastar R$ 1,2 milhão. Os gastos são enormes e escancaram o desprezo que Bolsonaro e os militares possuem com o ambiente, em especial a Amazônia.

8 – Forças Armadas compram 35 mil comprimidos de Viagra



Além de renderem incontáveis piadas na internet, a compra gerou desmoralização por parte dos militares e também indignação. Segundo o Portal da Transparência e do Painel de Preços do governo federal, oito pregões foram realizados por unidades ligadas aos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. O lema de ‘braço forte, mão amiga’ foi colocado em xeque. O exército alegou uso para fins medicinais, Bolsonaro chegou a justificar dizendo que era “muito mais usado pelos inativos”… a verdade é que os verde oliva usam e abusam do dinheiro público para fazerem o que bem entenderem, ao arrepio do bom senso.

9 – Exército gastou R$ 3,5 milhões em próteses penianas



Sim, próteses penianas. Essa informação veio à tona na esteira do viagra e aprofundou a desmoralização das Forças Armadas. Cada uma delas custa em torno de R$ 60 mil e foram compradas 60 no total. Não há nenhuma justificativa razoável para isso, a não ser o poder que as Forças Armadas possuem no Brasil a ponto de eles gastarem milhões em coisas para satisfação de prazeres próprios.

10 - Além do Viagra e das próteses penianas, FFAA também compram remédio para calvície



Neste mesmo relatório do Viagra e das próteses penianas, foi revelada a compra de milhares de remédios para calvície (minoxidil e fenasterida). Quando o povo brasileiro achou que as piadas não tinham mais como acabar, surgiram os remédios para calvície. Acontece que todo esse episódio desmoralizou absurdo as Forças Armadas que se alçam como paladinos da moralidade, mas usam e abusam do erário em benefício próprio. É corrupção generalizada, o nome.

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Braço forte, mão amiga? O lema do Exército, e também da Marinha e da Aeronáutica, deveria ser trocado para “A mamata veste farda”. Sob Bolsonaro, as FFAA se apropriaram do Estado e suas instituições para ampliar seus poderes e sequestrarem parte do orçamento público em benefício próprio. São ladrões verde oliva e servem como pilar de sustentação desse regime golpista. Sob os governos anteriores, de Dilma, Lula e mesmo FHC, os militares também foram bem tratados e nunca foram punidos pelos crimes bárbaros cometidos durante a ditadura. Nunca foram, nem nunca serão, defensores dos interesses da maioria da população.

As Forças Armadas, no Brasil, sempre atuaram em benefício próprio, em busca do poder, e em defesa dos interesses das elites econômicas, do grande capital financeiro e dos interesses do imperialismo. Vide a história do país, onde o generalato sistematicamente cumpriu o papel de reprimir lutas populares, rebeliões de escravos, greves de trabalhadores, e um longo etc. Casos como esses revelam a baixeza das relações espúrias entre militares e o Estado brasileiro.




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